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Insatisfação.

“Infelizmente o mundo e os sentimentos funcionam assim: o rompimento é doloroso para ambos os lados, mas quem recebe a notícia sofrerá mais, é fato. Quando esse alguém rompe o relacionamento ele pode estar envolvido em uma dessas situações: ou visa outra pessoa para o início de uma nova relação ou está insatisfeito com o relacionamento atual e prefere o estado de solteiro para esperar que alguém melhor apareça. Outros motivos vão parecer desculpas quase que esfarrapadas. Quando um amor acaba? A resposta certa seria o surgimento de um novo amor ou a dúvida sobre uma pessoa supostamente melhor que a atual. Surgem os desentendimentos. E um dos lados terá que sofrer, é praticamente inevitável. Dói muito quando é inesperado, quando tudo está correndo bem para um, e este acha que para o outro está tão bom quanto. Depois que o fim se instala, acostumar-se com a ausência será a tarefa diária do coração destroçado. A saudade o acompanhará em todos os momentos, ao acordar e olhar para o lado e nada encontrar, olhar as fotos antigas e felizes ou simplesmente ouvir aquela música que os traduzia. O desejo daqueles que se envolvem afetivamente é de ser eternamente felizes, mas essa palavra não existe no dicionário do ser insaciável chamado homem”.

(Jacqueline Alves)

“A woman left lonely will soon grow tired of waiting,
She’ll do crazy things, yeah, on lonely occasions.
A simple conversation for the new men now and again
Makes a touchy situation when a good face come into your head.
And when she gets lonely, she’s thinking ‘bout her man,
She knows he’s taking her for granted, yeah yeah,
Honey, she doesn’t understand, no no no no!”.

(Cat Power – Woman Left Lonely)

Incertezas.

“Você já se deparou com um momento em que não se tem certeza de nada? Passam-se dias a pensar sobre o que fazer e quais decisões tomar. Ontem era uma certeza, até então imutável. Hoje já é vista como absurda. Na verdade, há pessoas que nos dão base, que transformam aqueles dias de penumbra em manhãs ensolaradas, e nenhum problema sobrevive na sua presença. Quando se está junto, parece que nada mais importa e que o tempo poderia ali parar. Entretanto, ao perdê-la, o chão se abre, as paredes o sufocam e o ar lhe falta. Parece exagero, mas no início tudo desmorona. Aquela presença que lhe fazia sorrir, por mais absurda que fosse a piada. Ou aquele momento em que os dois trocam olhares fixos para ver quem ri primeiro. São dias e noites que provavelmente lhe trarão aquele sentimento ‘tá faltando algo para alegrar o meu dia’. Você acaba procurando na ficção, nos quadrinhos, na música e nos filmes a história que lhe foi roubada, que antes lhe foi prometida”.

(Jacqueline Alves)

“Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Já estive aqui e ouço a sua voz
Me dizendo que há um oceano entre nós
Eu sigo você onde você for
Eu preciso de você pra aliviar a minha dor
Te incomoda que eu fale assim?
O que mais você quer mudar em mim?”.

(Capital Inicial – Incondicionalmente)

“O homem vai da aversão ao amor. Mas, quando começou por amar e chega à aversão, nunca mais volta ao amor”.

(Balzac)

“Um sentimento que teve início na aversão e passou ao amor pode dar certo, já que a convivência entre essas duas pessoas provou que a aversão era mera aparência. Da forma contrária, do amor à aversão já não posso dizer o mesmo. Dificilmente, alguém que amou alguém e passou a ter aversão a ela conseguirá reviver aquele sentimento do início. Por quê? Quando um relacionamento fora sempre pautado no amor e por algum – ou alguns – motivo transforma-se em pura aversão é porque um descobriu no outro aquilo que já não é possível suportar, ou simplesmente deixou de gostar. Logo, se aquilo transforma-se em aversão, o homem ou a mulher da situação não conseguirá retomar esse sentimento da forma que fora anteriormente. A visão do outro sempre será a da aversão, da parte que diz “não dá mais para manter esse relacionamento por esse e aquele motivo, não consigo”. Agora se a primeira impressão de alguém é a da aversão e esta é transformada em amor, essa relação foi provada entre ambos que tem tudo para dar certo, já que um enxergou no outro algo além da expectativa inicial e um sentimento surgiu através da própria aversão. Isso pode parecer confuso, mas não é. Faz todo sentido se for observado empiricamente. Do amor á aversão, da aversão ao amor, de uma forma ou de outra existiu um sentimento, mesmo ele sendo tranformado em algo bom ou ruim”.

(Jacqueline Alves)

“Hoje é o dia
E eu quase posso tocar o silêncio
A casa vazia.
Só as coisas que você não quis
Me fazem companhia
Eu fico à vontade com a sua ausência
Eu já me acostumei a esquecer
Tudo que vai
Deixa o gosto, deixa as fotos
Quanto tempo faz
Deixa os dedos, deixa a memória
Eu nem me lembro mais”.

(Capital Inicial – Tudo que vai)

Assim, do nada.

“Quando você apareceu na minha vida, nem amigo era. Na forma literal da palavra, você era apenas um nome numa lista de “amigos”. Achei que esse estado nunca fosse mudar, que você jamais fosse se manifestar. Tornou-se um amigo após um ano naquela lista de pró-amigos. Os primeiros assuntos foram os nossos gostos em comum, que são tantos que já perdi a conta. Depois passei a contar sobre o meu passado e o meu presente, a vida que levo e a qual gostaria de levar. E você, da mesma forma, dizia infinitas coisas a mim. Apesar de eu ser um pouco mais reservada ao contar sobre a minha vida pessoal, minha confiança em você foi aumentando com o tempo. Hoje, você é mais que um amigo, você é o cara que não está aqui e está aqui. Você é a pessoa que eu espero jamais perder”.

(Jacqueline Alves)

“Look at the stars,
Look how they shine for you,
And all the things you do,
Yeah, they were all yellow
I came along,
I wrote a song for you,
And everything you do,
And it was called Yellow”.

(Coldplay – Yellow)

P.S: Obrigada por tudo, Vini.

Tudo muda.

“Eu decidi esquecer tudo aquilo que passou. Afinal, os tempos se foram, as coisas mudaram e já não dá para manter pensamentos envolvidos no que chamo de passado. Naqueles dias de primavera, eu tinha muitos amigos por perto. Ouvíamos tantas músicas juntos, falavamos de coisas boas, ás vezes ruins. Muitos desses, não chegaram no Verão, não pelo término de suas vidas, mas pelo fim de nossas relações. São tantas amizades que não duram todas as estações. Finjo que esqueço da importância daqueles momentos. Sempre que escuto a melodia de nosso tempo, sempre que lembro daqueles velhos tempos, bate uma vontade de voltar e viver tudo novamente. Eu de nada me arrependo”.

(Jacqueline Alves)

“Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust”.

(Cat Power – The Greatest)

P.S: para aqueles amigos que já foram presenciais, hoje tornaram-se puros avatares :(

Ali e aqui.

“Você precisa atravessar uma ponte para chegar até a mim. De carro, de moto, de ônibus ou avião. São formas, maneiras e jeitos de você vir me encontrar. Pode ser pelo telefone, no orelhão da rua ou celular. Escolhemos como nos comunicar, ver, ouvir e falar. Só não é possível escolher de quem vai gostar, melhor dizendo, de quem vai se apegar (sem citar, amar). Você está ali, eu aqui. Sei até onde eu posso ir, quanto tempo eu posso esperar. Não preciso do sexto sentido. Tá tudo aqui, e eu não quero me desviar. E ali, onde você está é onde eu desejo ficar. E nessa história com começo e meio… ainda desconheço o que chamam de fim”.

(Jacqueline Alves)

“How can I decide what’s right?
When you’re clouding up my mind?
I can’t win your losing fight
All the time
Not gonna ever own what’s mine
When you’re always taking sides
But you won’t take away my pride,
No not this time, not this time.

(I’m screaming “I love you so”
But my thoughts you can’t decode)”.

(Paramore – Decode)

P.S: o livro é muito bom :3

Você.

“Meu sangue ferve. As veias saltam. O corpo estremece. Parece que o mundo ali começa e no segundo depois, morre. Você chega, encosta e ali fica, adormece. Teus cabelos se confundem com os meus. O toque de suas mãos escorregam pelo meu rosto. Fecho meus olhos. Penso em mil e uma coisas, não ao mesmo tempo. É como um filme, uma sequência em quadrinhos. Eu sinto o teu abraço, em números, seria o infinito. Você não precisa dizer nada, seu silêncio diz tudo. Observo sua face, quente e macia. Quando se vira, vejo sua sombra. Fico insegura. Eu te chamo, não mais pelo nome. Você não me reconhece, eu ainda te conheço. Na despedida, eu te encontro. Na saída, você não foge. Naquele dia, você voltou e disse que ficaria. Você está aqui agora. E isso, bem, é isso que importa”.

(Jacqueline Alves)

“Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte.
Amor é pensamento
Teorema
Amor é novela
Sexo é cinema…”

(Rita Lee – Amor e Sexo)

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